segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Cores alegres ... ou nem por isso ...

  

    Em dias cinzentos sabe bem mostrar borboletas. É uma lufada de cores fortes e alegres que contrasta com o cinzento dos tempos. "Tempos" no plural, porque cinzento não anda só o tempo, mas os tempos em que vivemos.
    Toda a gente fala de crise com sapiência, desde economistas de renome ao cidadão anónimo, todos já imaginavam que mais tarde ou mais cedo aconteceria, simplesmente porque o sistema se tornou insustentável, e no geral consumimos mais do que produzimos e gastamos mais do que podemos.  Então instala-se a pergunta, se toda a gente sabia, porque é que deixaram acontecer? Para isso eu tenho uma explicação que vai para além dos números e que tem a ver com o analfabetismo funcional de todos nós, principalmente daqueles a quem deveria ser exigida lúcidez na tomada de decisões e responsabilidade na execução das mesmas. Não sei se vamos ter FMI, mas parece que desempregados e pobres, vamos ter muitos.  Gostava de acreditar que é apenas uma crise, que vamos todos sofrer restrições ao nosso bem estar, mas que comida nas mesas e educação nas escolas não vai faltar. Gostaria de acreditar que depois de controlada a crise, os problemas que a provocaram, ficariam resolvidos e o esforço de todos nós teria valido a pena, nem que seja em proveito da geração seguinte. Pois bem, mas não acredito!! E porquê? Porque uma vez mais vejo procurarem-se as soluções mais rápidas para resolver problemas a curto prazo e não vejo serem tomadas medidas que resolvam os problemas estruturais a longo prazo. Na educação, vejo tudo continuar na mesma, ensino sem qualidade, alunos que se esfaqueiam à porta da escola, que agridem professores, onde não há um sentimento de responsabilidade nem de respeito, de ninguém por ninguém. Claro, eu sei que há escolas que funcionam, professores que se esforçam, alunos empenhados, pais atentos ... mas, na estatistica global são a excepção, quando deveriam ser a regra. Podemos falar também da saúde, da segurança, da justiça, mas acredito que todos conhecemos os casos que vão sendo tornados publicos pelos média, ou os casos que já sentimos na pele. E eu tenho umas quantas histórias que de tão absurdas se tornam hilariantes. Sim ... eu sei que só se fala desses casos, que não é noticia de telejornal o tribunal que funciona, o hospital que não tem lista de espera, ou o distrito onde a criminalidade é insignificante. Mas será que isso existe?!?!? É possivel ... mas confesso que desconheço.
     E agora, a volta que as palavras dão, um texto que começou inspirado nas cores das borboletas acaba nestas palavras cinzentas como o tempo ... ou como os tempos. Quando liguei o computador com a intensão de mostrar estes pequenos trabalhos aqui no blog, estava  como se diz na minha terra, e acredito que em muitas outras, "com um olho no burro e outro no cigano" e não se atribua a estas palavras qualquer conotação racista ... nada disso!! Apenas quer dizer que enquanto tiro as fotos aos trabalhos estou a tomar atenção a uma voz que fala de empreendedorismo. Diz que "devemos sair do sofá, deixar as lamentações, deixar de tentar atingir objectivos impossíveis ou pelo menos improváveis e ir à luta do que queremos e pelo que acreditamos!"  Mais palavra, menos palavra, era isto o que se dizia. O lógico, será concordar com cada sílaba dita e começar hoje mesmo essa árdua tarefa, o problema é só saber por onde começar ... 


E pronto, a borboleta castanha já está no meu porta-chaves , as outras vão voar para outras bandas .... 

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Que bem que cheira!!


 
        Enquanto os pincéis descansam um bocadinho, as agulhas não param. Apesar de estar um pouco ausente do blog, tenho andado bastante entretida com os meus trapinhos, o pior mesmo é o tempo que não dá para tudo, mas desse malandro já aqui falamos ...
     Hoje deixo-vos  mais uns saquinhos, são saquinhos de cheiros e fazem parte de um conjunto de três, um deles já tinha mostrado. Ainda me falta mostrar alguns que já serviram de lembranças de casamento, mas para isso tenho que ir ao baú ...



    Este é um pouco diferente, mas o efeito fica bastante interessante. Este saquinho ainda não está totalmente pronto, nem sei se ficará, porque tem um grande defeito, o bordado não ficou bem direitinho no tecido, como não dá para desmanchar o melhor mesmo é fazer de novo. E porque é que isto aconteceu? Porque foi marcado à pressa ... depois deu nisto ...


     Agora, menina Teresa, faz de novo, que é para aprenderes!!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Encadernações




     Há  uns dias atrás, a minha mãe deu-me sobras de linho dos trabalhos dela, os cantinhos que já não lhe serviam para nada, pois normalmente só faz trabalhos grandes e ... maravilha das maravilhas!!! Vou aproveitá-los todos!! 
    Comecei então, por bordar uns panos de linho com os motivos e depois encadernei estes  blocos de notas com eles. Tive alguns problemas com a impermeabilização dos tecidos, e vou ter que pesquisar mais para encontrar uma forma mais prática para o fazer. 
    O livrinho das flores foi o primeiro que fiz, e neste momento já está desmanchado. Porquê? Porque o linho era do grosso e a encadernação não ficou bem, ainda coloquei as fitinhas a disfarçar, mas não há nada pior na minha opinião, do que fitinhas a disfarçar defeitos. Então, este já era ... 
    O da borboleta, acho que ficou melhor, o linho é mais fino e a encadernação fica mais uniforme.
    Mas não vou desistir do tecido grosso, porque gostei do efeito visual,   tenho que experimentar uma forma de o fazer que fique bem,  talvez desfiando o tecido  ...

    As Artes da Velha, também já tem a sua etiquetazinha .... um coração de feltro com umas flores bordadas ...  Este tem sido um projecto que me tem dado imenso gozo realizar, por isso resolvi acrescentar este pequeno pormenor....   

terça-feira, 9 de novembro de 2010

O saquinho das flores azuis


Vou confessar uma coisa, mas esclareço já, que este blog está longe de ser um cantinho de confissões, hehehe, mas esta "confissão" vem a propósito. Sempre que coloco um novo trabalho, acabo por escrever um texto cheio de salamaleques e filosofias e que depois vai literalmente para o lixo porque não vem  a propósito de nada, nem terá muito a ver com o trabalho que estou a mostrar.  Mas gosto de pensar e tecer considerações sobre os nossos tempos e as vezes entusiasmo-me um bocadinho ... : )

Agora o saquinho ... é um saquinho, não há muito a dizer sobre ele, hão-de ser muitos mais, mas os outros um  pouco diferentes. Este bordado foi uma experiência, foi feito com uma agulha de crochê, mas vou voltar  à agulha normal. Tem também uma rendinha e um pequeno ajour.