A máquina tem um som caracterítico, hipnotizante ... não cansa ouvi-lo:
- toc ... toc ... toc .... nos ponto largos, que requerem precisão;
- toc, toc, toc .... nos pontos mais corridos.
A agulha pica sempre no mesmo sítio, é o bastidor quem trabalha com o toque da agilidade das mãos e ao ritmo dos pés no pedal. É uma coordenação motora perfeita, exige sensibilidade, destreza e gosto.
" A gente começa .... e depois .... está sempre com a ideia de chegar .... ao fim".
Já há máquinas que o fazem sozinhas ... mas nada tem a ver com o bordar à máquina desta forma.
O resultado é bonito e transmite a habilidade da artesã.
- Queres aprender?
- Não me parece ...
Mas depois ficamos a pensar no assunto e o toc, toc, toc da máquina, naquela variação de ritmos e sensibilidades, fica gravado na memória.
Há coisas que a tecnologia não consegue superar e cada vez são mais os que se apercebem disso. Trabalhos e artes que durante muitos anos estiveram esquecidos, vão voltando a despertar sentimentos. E eu, que sou uma romântica, deixo-me levar por estes revivalismos ...
Me aguarda velha Singer, acho que vais ter trabalho dentro de pouco tempo...
Fiquem bem!
Bons trabalhos e boa semana í


